quinta-feira, 19 de maio de 2016

Passeata com estudantes, educadores e membros da comunidade miguelense aborda a exploração sexual infantil

A Secretaria Municipal de Educação, em parceria com a Escola Estadual São Miguel (TO), e escolas públicas municipais, promoveu na manhã desta quarta-feira (18), uma passeata contra o abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. A caminhada reuniu mais de 300 pessoas em comemoração à essa data tão importante de nosso calendário.


Uniformizados e portando faixas e cartazes com dizeres, os participantes percorreram vários quarteirões de alguns bairros da cidade, culminando com a parada na parte central, onde ocorreram manifestações e divulgação de notas de repúdio a esse tipo de crime que infelizmente tem aumentado no Brasil. Durante a semana já havia tido palestras para as crianças e adolescentes abordando o tema. 

Além dos alunos, aconteceu também a participação de representantes dos Serviços de Convivência de Vínculos, Educadores Sociais, Conselheiros de Direitos e a população. Para uma das coordenadoras do evento, Girlane Rodrigues Sousa, é essencial que todos estejam empenhados diariamente nesta luta. "O abuso sexual infantil é mais corriqueiro do que imaginamos. O combate deve ser feito de forma contínua", afirmou. 

Fazendo uso da palavra a diretora da Escola Estadual São Miguel, Marlene Soares, destacou a importância de todos nós fazermos uma reflexão sobre o assunto. Ela disse ainda, “Há um certo perigo no uso das redes sociais pelas crianças, pois é comum indivíduos mal intencionados manterem contatos com esses pequenos indefesos, com o claro intuito de se aproveitarem da fragilidade deles, chegando até a ceifarem suas vidas por conta disso”. 
Diretora da Escola Estadual São Miguel - Marlene Soares

O Gestor da Escola Municipal João Pessoa, Raimundo Nonato de Oliveira, destacou a parceria com o Conselho Tutelar, no sentido de coibir condutas errôneas com relação às crianças. Seguindo a mesma linha de raciocínio, a Secretária de Assistência Social do Município, Zeneide da Conceição Ribeiro, chamou a atenção para que todos se empenhem na tentativa de banir de vez esse “câncer” da nossa sociedade e principalmente do município de São Miguel. 

 “Devemos ter uma atenção redobrada com nossas crianças pois o aumento desse tipo de crime é real e tem levado ao sofrimento inúmeras famílias espalhadas pelo nosso país e também na nossa região; afinal estamos cuidando é do futuro de nossos representantes, essas próprias crianças”.
De acordo com os números do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedeca), os principais crimes praticados contra a criança e adolescente no Estado, são, além da famigerada violência sexual, a violência física, psicológica e a negligencial. No nosso Estado já é possível, entretanto, que essas pequenas vítimas obtenham uma substancial ajuda através do Plano Estadual de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes. Pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), é considerada uma criança se ela tem até 12 anos. A partir dessa idade até os 18 anos é adolescente. Depois que ela completa dezoito anos é considerada adulta.

Informações dão conta de que 70% dos casos de violência contra a criança e ao adolescente acontecem dentro de casa. Na maioria das vezes o caso é “abafado” por medo de represália contra os parentes da vítima, principalmente se o caso é de abuso sexual. Nessas ações é de fundamental importância a participação atuante e decisiva da Polícia Militar, a fim de colocar os responsáveis por esses crimes, atrás das grades. O número para denunciar esse tipo de crime é o 100.



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