A
Secretaria Municipal de Educação, em parceria com a Escola Estadual São Miguel
(TO), e escolas públicas municipais, promoveu na manhã desta quarta-feira (18),
uma passeata contra o abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. A
caminhada reuniu mais de 300 pessoas em comemoração à essa data tão importante
de nosso calendário.
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Uniformizados
e portando faixas e cartazes com dizeres, os participantes percorreram vários
quarteirões de alguns bairros da cidade, culminando com a parada na parte
central, onde ocorreram manifestações e divulgação de notas de repúdio a esse
tipo de crime que infelizmente tem aumentado no Brasil. Durante a semana já
havia tido palestras para as crianças e adolescentes abordando o tema.
Além
dos alunos, aconteceu também a participação de representantes dos Serviços de
Convivência de Vínculos, Educadores Sociais, Conselheiros de Direitos e a
população. Para uma das coordenadoras do evento, Girlane Rodrigues Sousa, é
essencial que todos estejam empenhados diariamente nesta luta. "O abuso
sexual infantil é mais corriqueiro do que imaginamos. O combate deve ser feito
de forma contínua", afirmou.
Fazendo
uso da palavra a diretora da Escola Estadual São Miguel, Marlene Soares,
destacou a importância de todos nós fazermos uma reflexão sobre o assunto. Ela
disse ainda, “Há um certo perigo no uso das redes sociais pelas crianças, pois
é comum indivíduos mal intencionados manterem contatos com esses pequenos
indefesos, com o claro intuito de se aproveitarem da fragilidade deles, chegando
até a ceifarem suas vidas por conta disso”.
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| Diretora da Escola Estadual São Miguel - Marlene Soares |
O
Gestor da Escola Municipal João Pessoa, Raimundo Nonato de Oliveira, destacou a
parceria com o Conselho Tutelar, no sentido de coibir condutas errôneas com relação
às crianças. Seguindo a mesma linha de raciocínio, a Secretária de Assistência
Social do Município, Zeneide da Conceição Ribeiro, chamou a atenção para que
todos se empenhem na tentativa de banir de vez esse “câncer” da nossa sociedade
e principalmente do município de São Miguel.
“Devemos ter uma atenção redobrada
com nossas crianças pois o aumento desse tipo de crime é real e tem levado ao
sofrimento inúmeras famílias espalhadas pelo nosso país e também na nossa
região; afinal estamos cuidando é do futuro de nossos representantes, essas
próprias crianças”.
De
acordo com os números do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do
Adolescente (Cedeca), os principais crimes praticados contra a criança e adolescente
no Estado, são, além da famigerada violência sexual, a violência física,
psicológica e a negligencial. No nosso Estado já é possível, entretanto, que
essas pequenas vítimas obtenham uma substancial ajuda através do Plano Estadual
de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes. Pelo
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), é considerada uma criança se ela
tem até 12 anos. A partir dessa idade até os 18 anos é adolescente. Depois que
ela completa dezoito anos é considerada adulta.
Informações
dão conta de que 70% dos casos de violência contra a criança e ao adolescente
acontecem dentro de casa. Na maioria das vezes o caso é “abafado” por medo de
represália contra os parentes da vítima, principalmente se o caso é de abuso
sexual. Nessas ações é de fundamental importância a participação atuante e
decisiva da Polícia Militar, a fim de colocar os responsáveis por esses crimes,
atrás das grades. O número para denunciar esse tipo de crime é o 100.







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